Os 50 melhores discos de 2018

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Este ano provou que mesmo turbulento, a música brasileira conseguiu produzir bons álbuns que vão do MPB ao punk, do psicodélico ao rap, entre artistas novatos e veteranos confirmando a solidez da cena. O MultimodoBR dedicou várias horas durantes os últimos meses, para escolher os 50 discos nacionais lançados em 2018 que não podem passar batido por você. Mais que uma competição, a lista tem como objetivo ajudar todo mundo a descobrir bons trabalhos feitos por aqui.

Qual foi o melhor disco do ano pra você? Acha que algum disco merecia ter entrado e ficou de fora? Com quais posições você concorda e com quais discorda? Não deixe de comentar e seguir o MultimodoBR no Facebook, Twitter e Instagram e fique em dia com os principais lançamentos da música nacional.

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50º Taís Alvarenga – Coração Só

Construído a partir de uma narrativa de um filme romântico, a cantora e pianista Tais Alvarenga, traz suas experiências em uma obra autobiográfica, traduzidas em canções que falam das dores, frustrações e as diversas fases de um relacionamento. Coerente em seu conceito, Coração Só, traz 10 faixas com composições densas e profundas acompanhadas por uma sonoridade que tem o piano como base dos arranjos, que se mistura com diversas referências musicais, deixando a obra muito mais instigante e sincera.

49º Laura Lavieri – Desastre Solar

Laura Lavieri, artista que sempre esteve ao lado de Marcelo Jeneci nos palcos pelo Brasil, assumiu, de vez, sua carreira solo. Desastre Solar, seu disco de estreia, é composto por 11 faixas, e foram assinadas por diferentes compositores, e conta também com a produção de Diogo Strausz. Com uma sonoridade trazendo referências da Jovem Guarda, o rock oitentista, o axé e até do samba, a cantora aborda em seu novo trabalho o amor, a solidão, a empatia e a liberdade, de forma madura e versátil trazendo uma síntese do seu processo de descoberta como artista.

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48º Monza – Bonsai

O quarteto paulistano, Monza, apresenta seu segundo disco, composto por 7 faixas, criadas de 2017 pra cá, que foram produzidas e gravadas pela própria banda. Distanciando da abordagem do trabalho anterior, Bonsai, traz uma sonoridade com guitarras carregadas por um tom de nostalgia, acompanhada por composições melancólicas que trazem um olhar crítico às relações da vida. Como o a própria banda define, o registro teve o objetivo de criar um universo ondem os sentimentos e as relações pessoais inibem a possibilidade de momentos de felicidade.

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47º Paes – Mundo Moderno

O pernambucano PAES, traz uma abordagem minimalista e simples para seu segundo álbum.  Com a intenção de dar maior destaque para à mensagem, o músico enxugou todos os excessos nos arranjos, trazendo uma sonoridade mais clara, com uma sonoridade que se aproxima da neo-psicodelia. Apesar da simplicidade, o disco se apresenta maduro, ao falar de amor de uma forma não convencional e ao abordar também, no maior tempo do álbum, assuntos existenciais, questionando a efemeridade do cotidianos e como viver no mundo atual.

46º Garbo – Jovens Inseguros Vivendo no Futuro

Gabriel Soares, através da persona Garbo, faz sua estreia com o disco jovens inseguros vivendo no futuro. O registro produzido pelo próprio artista, aborda as relações e as desilusões amorosas, assim também como as pressões sofridas por esses indivíduos na sociedade. Com 11 faixas, o músico paulista consegue retratar com êxito as paranoias e inseguranças que costumam surgir quando se é mais novo. O disco é acompanhado por melodias melancólicas, recheadas de sintetizadores, samples e beats.

45º Jonas Sa – Puber

Terceiro disco do artista carioca Jonas Sá, traz em sua sonoridade o uso de elementos eletrônicos, fundidos com a música pop e o rock, pontos bem característicos dos trabalhos anteriores. Porém, a diferença em Puber, é o maior destaque dos vocais, trabalho que torna a obra mais intimista, além também de descentralizar a abordagem de suas canções. Com 13 faixas,  o músico ainda explora em suas composições o erotismo e a sensualidade, mas também dá lugar à canções que falam de relacionamentos, política e nostalgias, sempre em uma perspectiva juvenil.

44º Diomedes Chinaski – Comunista Rico

Abordando temas de extrema importância, como racismos, extermínio da população jovem e o capitalismo, Diomedes Chinaski cria em ComunistaRico uma narrativa para afirmar que ao contrário do que se pensa, se o sistema político idealizado por Marxno século XIX fosse implantado, todos teriam acesso aos bens do mundo moderno. Com diversas participações, a mixtape é acompanhada por uma sonoridade vasta e mais comercial, explorando o trap, flertando também com outros ritmos como o funk e a música experimental.

43º Craca e Dani Nega – O Desmanche

Com beats desconstruídos, O Desmanche traz canções dançantes que traduzem de forma concisa a resistência ao abordar questões sociais e a realidade da população negra no Brasil. De forma clara e poética, as composição são acompanhadas por experimentações sonoras referenciando a música latina, africana, além de ritmos contemporâneos como a eletrônica, rap e o hip-hop. Se apresentando com uma obra necessária em tempos obscuros, a obra, dá também espaços para canções que falam do universo feminino em uma obra que demonstra a versatilidade do grupo.

42º Illy – Voo Longe

Uma das vozes mais promissoras da música, Illy entrega toda a versatilidade e técnica ao apresentar seu primeiro álbum, o intitulado Voo Longe. Com um timbre doce, a cantora baiana explora sonoridades e experimentações que passam pelo rock, samba, bossa nova e outros ritmos setentistas, carregando a obra para uma atmosfera nostálgica, abordando na maioria de suas composições, questões românticas. Com arranjos leves e bem construídos, a obra certamente colabora para o fortalecimento da cena da música brasileira contemporânea.

41º Julia Branco – Soltar os Cavalos

A atriz, cantora, compositora e integrante do grupo Todos Os Caetanos do Mundo, Julia Branco, apresenta seu disco de estreia, intitulado Soltar Os Cavalos. O registro que contou com Chico Neves na produção, ganhou um reforço em seu conceito, ao trazer uma série de vídeos com a artista interpretando algumas das canções presentes no disco. Com uma sonoridade que remete à MPB e o jazz moderno e alguns elementos da música experimental, o álbum coloca o universo feminino em evidência de forma poética e minimalista.

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40º Rashid – Crise

O ano passado o rapper Rashid, dedicou-se em um projeto chamado Em Construção, onde divulgou 8 singles com um videoclipe cada, lançados um por mês e agora, compilado em um disco, o intitulado Crise. Com 10 faixas, o sucessor de A Coragem da Luz (um dos melhores discos de 2016, pelo MB), traz como referência em seu título, o atual momento socioeconômico brasileiro. Com diversas participações, Crise carrega composições viscerais, abordando os problemas enfrentados atualmente, não somente políticos, mas também interpessoais.

39º Lupe de Lupe – Vocação

Depois de quatro anos do lançamento do elogiado Quarup (2014), Lupe de Lupe, apresenta um registro longo, com quase uma hora e vinte minutos de duração. Em Vocação, a banda se distancia do imediatismo do mercado musical atualmente, através de 10 faixas, totalmente intimistas, apresentando composições, com os integrantes como interlocutores dos sentimentos. Além disso, o álbum traz mensagens de lutas sociais e existenciais, ora cantadas, ora recitadas, abordagem muito utilizada pela banda em outros trabalhos.

38º Huey – Ma

Após quatro anos, o quinteto apresenta um registro que imprime perfeitamente a identidade do grupo ao trazer o peso das guitarras em riffs rasgados, acordes proeminentes acompanhados por batidas e graves marcantes. Se distanciando da previsibilidade e das tendências atuais, Huey entrega um trabalho que sintetiza um momento de maior entrosamento e maturidade da dupla, transmitindo para as composições instrumentais ousadia e originalidade, com muita segurança ao trazer referências do post-rock e o rock progressivo.

37º Wado – Precariado

Wado, artista com um uma vasta discografia, lança seu décimo álbum, o intitulado Precariado. Inspirado pelo samba, o trabalho produzido pelo próprio artista, passeia por diversas experimentações sonoras, destacando os elementos eletrônicos. Abordando em sua maioria sobre o existencialismo e problemas do cotidiano, o artista enaltece as relações interpessoais, resultando em um obra otimista e solar. Wado traz diversas participações de novos artistas independentes ao longo do trabalho, resultando em uma renovação à carreira do músico.

36º Mahmed – Sinto Muito

O novo trabalho da banda potiguar, intitulado Sinto Muito, carrega novas abordagens principalmente ao incluir os vocais, o que não se observa com frequência na discografia do grupo. Com narrativas melancólicas e emotivas, com diversas referências, Mahmed consegue entregar em seu segundo registro, arranjos que embora pareçam simples, carregam uma grande complexidade de elementos que se aproximam da música psicodélica, utilizando-se de riffs de guitarras harmônicos e recortes propositalmente desconexos, criando uma belíssima ambientação.

35º Torre – Rua I

Material de estreia da banda pernambucana Torre, o disco intitulado Rua I, traz camadas e texturas da música eletrônica, fundidas com o rock e o pop, para retratar o cotidiano urbano e periférico da cidade de Recife. As oito faixas que compõem o trabalho, abordam os encontros e despedidas da vida e são acompanhadas por uma sonoridade que flerta com o experimentalismo, que é capaz de  oferecer uma experiência sensorial ao ambientar cada música para que o ouvinte se sinta realmente imergido no cenário proposto.

34º Mundo Livre S/A – A Dança dos Não-Famosos

Depois de sete anos de hiato, a banda recifense Mundo Livre S/A, retorna com material inédito. Em seu oitavo disco intitulado A Dança dos Não Famosos, o grupo traz uma sonoridade mais agressiva e experimental do que de trabalhos anteriores, porém mantendo o tom ácido e crítico das composições, ao falar de diversos temas como o existencialismo, religião, ética e até questões políticas. Com 12 faixas, o disco passeia pelo universo pós-punk, porém mantendo as influências do mangue beat, movimento em que a banda tem grande importância.

33º Marcelo Perdido – Brasa

Concluindo o ciclo iniciado em 2014, onde trazia discos temáticos para cada estação, Marcelo Perdido mostra em seu quarto álbum, intitulado Brasa, uma sonoridade solar, vasta de referências e fusões de ritmos brasileiros, principalmente dos anos 80, como o axé e outros gêneros mais populares, tornando o registro excêntrico de uma maneira positiva. Além disso, o multi-artista, retrata na maioria de suas composições, a realidade de quem faz música e pretende viver dela no Brasil, abordando de forma despretensiosa e bem-humorada.

32º Dingo Bells – Todo Mundo Vai Mudar

Fazendo uma crítica às relações interpessoais atuais, o segundo registro da banda Dingo Bells aborda os desafios, o comportamento, as dúvidas e as incertezas da nova geração de forma despretensiosa e leve. Sintetizando a nova fase do grupo, Todo Mundo Vai Mudar é uma obra criada do zero, diferente de seu antecessor e explora diversos sentimentos e sensações que vão da alegria à melancolia, trazendo uma sonoridade próxima do power pop, com a fusão de baixo, bateria, guitarra e violão, criando uma atmosfera cativante e emocionante.

31º Alice Caymmi – Alice

Em seu terceiro disco, ligeiramente curto, composto por 9 faixas, Caymmi, traz um registro maduro, e que transmite em certos momentos um aspecto de vulnerabilidade. Muito mais pop e acessível que seus trabalhos anteriores, Alice, explora outros ritmos como o trap e a música eletrônica. Em uma obra libertadora, Alice Caymmi aborda as desilusões amorosas, saudade e superação, entregando uma interpretação segura e com personalidade, confirmando-a como um dos grandes nomes da música contemporânea brasileira.

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30º Erasmo Carlos – Amor é Isso

Com 53 anos de carreira, o cantor Erasmo Carlos lança seu 31º álbum, o intitulado Amor é Isso. Produzido por Pupillo, direção artística de Marcus Preto, e contando com diversas participações, o trabalho se distancia do rock característico dos últimos trabalhos, dando espaço para novas experimentações, resultando em uma sonoridade leve e romântica, criando com base de elementos do samba, jazz e folk. Com um caráter poético, o cantor, apresenta composições que tem como objetivo, ilustrar como o amor e as relações entre os indivíduos podem ser simples.

29º Kassin – Relax

Um dos nomes mais importantes da música contemporânea brasileira, Alexandre Kassin traz em Relax, primeiro registro solo em 7 anos, referências das sonoridades oitentistas e setentistas para abordar questões atuais e muitas delas difíceis como morte, uso de drogas, política e destino, temas mascarados em arranjos brilhantes e dançantes. Com uma construção minimalista e bem elaborada, o produtor transmite a sua singularidade pelo trabalho recheado de referências, flertando também com ritmos latinos, pop brasileiro e o soul.

28º Silva – Brasileiro

Quinto álbum da carreira do cantor capixaba, o intitulado Brasileiro, traz elementos que distancia o cantor do dream-pop e o uso de synths presentes em seus primeiros discos. No novo disco, o cantor entrega o que já havia experimentado em seus últimos trabalhos, mostrando uma sonoridade mais acessível, se aproximando da música popular brasileira tradicional que conhecemos. Com elegância e sutileza, o cantor traz à tona diversos assuntos como amor e política, e busca respostas para tempos nebulosos em que vivemos atualmente.

27º Ava Rocha – Trança

Com mais de uma hora de duração, o terceiro disco de Ava Rocha segue em um caráter experimental, colocando em evidência, o místico e o feminino. Além disso, a ancestralidade é outro ponto abordado na obra, tendo diversas referências indígenas, acompanhadas por uma fusão de gêneros que criam camadas e texturas, influenciados pela música psicodélica, rock e até pelo funk. Em Trança as experimentações com baixo, percussões, guitarra e sintetizadores se entrelaçam com a voz marcante da cantora, tendo como produto final, uma obra complexa e original.

26º Mahmundi – Para Dias Ruins

Depois do aclamado disco homônimo, (um dos melhores de 2016 pelo MB), a cantora Mahmundi traz em seu segundo disco, uma abordagem leve e solar, como o próprio título propõe, trazendo referências da música pop brasileira dos anos 80. A grande diferença do Para Dias Ruins, para os trabalhos anteriores, está no maior destaque de elementos orgânicos nos arranjos, mesclando com ritmos eletrônicos, resultando em um álbum mais acessível. Além disso, é perceptível, como a cantora amadureceu no novo trabalho, tanto na sonoridade das faixas, quanto em suas composições.

25º Josyara – Mansa Fúria

Segundo trabalho autoral de Josyara, traz a perspectiva da cantora baiana em relação ao seu percurso, seu cotidiano e sua trajetória do sertão à metrópole, carregado pelo discurso da saudade de suas raízes. Com um olha crítico, a artista entrega canções que abordam o racismo, o protagonismo da mulher e a reafirmação da liberdade sexual. Com diversas referências e o enaltecimento da natureza, Mansa Fúria, sintetiza a versatilidade e a originalidade da cantora ao fundir voz e violão com elementos da música eletrônica.

24º Cordel do Fogo Encantado – Viagem ao Coração do Sol

O quarto trabalho autoral do Cordel do Fogo Encantado, traz canções que ficaram guardadas durante o hiato de oito anos, e composições nascidas no reencontro do grupo. Com 13 faixas, o disco segue a tradição dos títulos duplos como na literatura de cordel, e passeiam por diversos sentimentos abordando temas como amor, solidão e a busca pela liberdade, além de elementos místicos e mágicos. Em Viagem ao Coração do Sol, o grupo mantém suas raízes mas também trazendo aspectos contemporâneos da música nordestina entregando uma sonoridade madura.

23º BK’ – Gigantes

Um dos artistas mais expressivos na cena do rap atual, Abebe Bikila, traz no sucessor de Castelos & Ruínas, um dos melhores discos de 2016, pelo MB, composições que passeiam por diversas histórias e sentimentos.  Em Gigantes, o rapper entrega ao longo de suas canções, rimas e poesias que abordam o dia-a-dia da vida urbana, acompanhadas por um flow marcante, sempre de forma conceitual, com ótimas referências e muita originalidade. Com um registro mais maduro, BK’ mostra sua evolução musical, ao desenvolver canções com melodias complexas e orgânicas.

22º Cora – El Rapto

O sucessor do EP Não Vai Ter Cora, (um dos melhores EPs de 2018, pelo MB), sintetiza o amadurecimento musical do grupo, trazendo referências do dream-pop e o pop experimental, flertando também com noise e a synthwave. Carregando o conceito do famoso mito grego de Perséfone, El Rapto enaltece o universo feminino, adotando novos idiomas nas abordagens de suas composições, explorando o inglês, o português e o espanhol. Com uma obra densa, Cora demonstra a força da obra aos poucos, se desenrolado ao longo das canções.

21º João Capdeville – João Capdeville

Com produção de Patrick Lapan, o disco homônimo e de estreia de João Capdeville, traz canções com uma abordagem diferente dos trabalhos lançadas anteriormente. Com um acabamento mais maduro, as 10 faixas autorais que compõem o disco, são carregadas em sua maioria por diversos tons de melancolia. Em sua sonoridade, vale destacar as referências de ritmos latinos e o samba, gêneros que foram absorvidos durante as viagens de Capdeville, e que, consequentemente, influenciaram no trabalho final.

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20º Bixiga 70 – Quebra Cabeça

Bixiga 70, pode ser considerada uma das bandas mais criativas no cenário da música instrumental nacional. Em seu quarto álbum, o super-grupo traz uma fusão de ritmos que passam pelo jazz, além de elementos da música africana, latina e brasileira, flertando também com a psicodelia, além de apresentar arranjos trabalhados de forma sofisticada e harmoniosa. Com 11 faixas, Quebra Cabeça é uma  obra que reflete a experiência do grupo, e como os lugares em que os integrantes passaram, influenciaram na construção de um disco multicultural.

19º Cambriana – Manaus Vidaloka

Manaus Vidaloka, é primeiro disco, depois de cinco anos de hiato da banda goiana Cambriana. Totalmente inspirado na capital amazonense, as composições foram concebidas após uma experiência marcante de alguns dias pela cidade. Com 11 faixas, o registro traz uma abordagem diferente dos últimos trabalhos, mostrando uma maturidade da banda ao incorporar, com muito cuidado e com êxito, diversas experimentações em sua sonoridade, como elementos da bossa-nova, afro-beat e de ritmos caribenhos, resultando em uma obra intrigante.

18º Bemti – Era Dois

Primeiro trabalho solo do cantor, compositor e violeiro Luis Bemti, traz 10 faixas, que abordam em sua maioria a reconstrução e o reconhecimento de si próprio depois de um término de um relacionamento. Produzido por Luiz Calil, o trabalho de estreia, possui uma sonoridade solar e otimista em certos momentos, e dramático e sensível em outros, trazendo uma atmosfera em que o ouvinte é transportado para acompanhar as dores e as superações no amor, em busca de um recomeço sozinho, resultando em uma obra madura e acessível.

17º Gal Costa – A Pele do Futuro

A cantora Gal Costa, traz em seu 40º disco, o intitulado Pele do Futuro, ritmos clássicos como a disco, bossa nova, passando também por influências de sonoridades atuais, como o sertanejo, passeando por diversas fases da música popular. Interpretando de forma sensível canções que exploram as diversas vertentes para falar de amor, a cantora traz um trabalho impecável ao imprimir sua identidade em cada faixa. Além disso, o sucessor de Estratosférica, cria uma atmosfera onde o ouvinte é transportado para um universo otimista e confortante.

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16º Anelis Assumpção – Taurina

Em uma obra que se passa no universo feminino, o sucessor de Amigos Imaginários (2014), traz composições mais maduras e através de metáforas e versos abstratos, aborda diversos temas, como o instinto da mulher, além dos vários aspectos de um relacionamento e desilusões amorosas. Em Taurina, Anelis Assumpção evidencia o feminino, trazendo em seu terceiro disco, a versatilidade apresentada desde seu primeiro álbum, resgatando também sua sonoridade marcante que remete ao reggae e de elementos da música africana.

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15º Marrakesh – Cold as a Kitchen Floor

Utilizando-se de synths e programações fundidos em elementos orgânicos, Marrakesh entrega em seu novo trabalho, camadas e experimentações sonoras acompanhados muitas vezes por vocais distorcidos e ritmos propositalmente desconexos. Fugindo da previsibilidade, o trabalho consegue transportando o ouvinte à uma viagem sensível e sensorial. Com grandes construções de arranjos e composições, na maior parte do tempo, sombrias, Cold as a Kitchen Floor transparece a grande personalidade e originalidade do grupo.

14º Maurício Pereira – Outono no Sudeste

Sétimo disco do cantor Mauricio Pereira, traz elementos do pop contemporâneo, com melodias leves mas que ao mesmo tempo traz uma atmosfera intimista, mostrando uma profundidade da obra. O intitulado Outono no Sudeste, apresenta uma poética que aborda o cotidiano urbano, principalmente paulista, e com composições de qualidade, a obra faz o ouvinte criar perfeitamente uma imagem a cada canção. Produzido por Gustavo Ruiz, o álbum é a síntese da genialidade de Maurício em contar histórias, e se torna um dos melhores de sua carreira.

13º E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante – Fundação

Em seu primeiro disco cheio, o intitulado Fundação, a banda E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, apresenta uma maturidade sonora, quando comparado com os trabalhos anteriores. Trazendo uma sonoridade com influências do post-rock, e derivados como math-rock, apresentando diversas camadas e texturas de guitarras e mesclando-as com elementos da música eletrônica, o grupo também faz uso da percussão e até mesmo de vozes, resultando em um trabalho, que apesar de instrumental, transmite com êxito a mensagem do registro.

12º Adorável Clichê – O Que Existe Dentro de Mim

O intitulado O Que Existe Dentro de Mim,  é o álbum de estreia da banda catarinense Adorável Clichê. O trabalho que sucede o EP São Tantos Anos Sem Dizer, lançado em 2016, apresenta uma sonoridade influenciada pelo dream pop e post-rock, trazendo guitarras sutis, reverbs e delays, resultando um tom mais intimista ao trabalho. Com 9 faixas, o disco aborda em suas composições os problemas do cotidianos, como os relacionamentos complicados, as angústias e a ansiedade, e outros sentimentos rotineiros da vida urbana.

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11º Catavento – Ansiedade Na Cidade

Uma das representantes da neo-psicodelia brasileira, a banda gaúcha Catavento, aborda em seu terceiro disco, como o próprio título sugere, sentimentos comuns nas cidades hoje em dia como a ansiedade, a culpa e a rotina, além de tratar também a efemeridade das relações interpessoais nos dias atuais. Em um trabalho polido e maduro, o grupo traz em Ansiedade na Cidade, composições reflexivas e cheias de referências acompanhadas por uma sonoridade melancólica e lisérgica característica da banda.

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10º Tuyo – Pra Curar

Com muita sensibilidade ao abordar as desilusões da vida, o trio envolvido por timbres e ambientações bem elaborados, carrega em sua sonoridade, elementos eletrônicos minimalistas, fundidos em ritmos orgânicos, algo que remete à um R&B contemporâneo. Utilizando diversas metáforas e versos abstratos, Pra Curar, traz um amadurecimento do trio na construção do trabalho e que apesar das poesias tristes e melancólicas, a obra se sustenta na mensagem do autoconhecimento, como se cada faixa fizesse parte de um processo de reconstrução, de um processo de cura.

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9º Djonga – O Menino Que Queria Ser Deus

Com um pouco mais de uma ano do lançamento de Heresia, primeiro álbum do rapper mineiro, Djonga, (um dos melhores discos de 2017, pelo MB), está de volta com um novo trabalho. No mais recente disco, o rapper reafirma seu discurso e sua perspectiva em questões como o racismo, preconceito, os conflitos diários, e sua auto-afirmação perante a sociedade, trazendo também uma gama maior de ritmos e referências, com canções recheadas de flows inusitados, o rapper entrega um trabalho mais conciso conceitualmente.

8º DUDA BEAT – Sinto Muito

Recheado de sintetizadores, beats intensos e diversos desabafos ácidos, DUDA BEAT traz em seu disco de estreia, o intitulado Sinto Muito, canções sobre a perspectiva de uma mulher romântica, que vive as diversas faces de um relacionamento contemporâneo. Com muita sofrência, mas direcionando o discurso das faixas para o caminho da superação e o empoderamento feminino, a cantora traz a genialidade em fundir diversos gêneros musicais como o Tecnobrega, o Pop, o Axé e elementos da música urbana de forma criativa e original.

7º Teto Preto – Pedra Preta

A banda Teto Preto, – braço musical da festa Mamba Negra – traz em seu primeiro registro cheio, a irreverência e ousadia característica do grupo, mas com uma maior maturidade tanto nas composições, quanto nos arranjos. Colocando-se contra diversas pautas e fazendo críticas principalmente ao conservadorismo atual no Brasil, o disco Pedra Petra entrega em sua sonoridade, elementos do experimentalismo fundidos na música eletrônica, para falar de representatividade se tornando um obra politizada e necessária em tempos nebulosos.

6º Maria Beraldo – Cavala

Maria Beraldo, traz em seu primeiro disco solo, o intitulado Cavala, canções em sua maioria autorais, (com apenas uma versão da música Eu Te Amo de Chico Buarque) que passeiam entre composições minimalistas, acompanhadas por um sonoridade totalmente inspirada no experimentalismo, com a fusão do pop, da música eletrônica e de elementos tipicamente brasileiros. Ao longo das 9 faixas, a cantora traz suas reflexões, enaltece suas origens e a família e, principalmente, o grito de liberdade e a reafirmação da mulher lésbica.

5º Luiza Lian – Azul Moderno

Depois de seu aclamado Oyá Tempo (o 7º melhor disco de 2017, pelo MultimodoBR), a cantora e compositora Luiza Lian, traz com um pouco mais de um ano, um novo trabalho. Azul Moderno, composto por 10 faixas apresenta uma sonoridade mais orgânica, com a volta da banda nos arranjos, mesclando com elementos eletrônicos, mantendo alguns tons de experimentalismo, principalmente nas composições. Além disso, a exaltação do feminino e sua conexão com os orixás, se mantém presentes na obra que se mostra intimista e poética.

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4º Rubel – Casas

Depois de cinco anos do lançamento de seu primeiro disco, Rubel traz em Casas um distanciamento do Folk, muito característico do trabalho anterior, dando lugar para diversas experimentações com uma sonoridade influenciada pelo samba, rap, ritmos latinos e africanos. Com elementos simples, mas que carrega uma complexidade nos arranjos e uma pluralidade de sentimentos, o artista estimula o ouvinte a reflexão de forma sutil em uma obra que aproxima o cantor das raízes brasileiras ao trazer uma fusão do clássico e do contemporâneo da MPB.

3º Elza Soares – Deus é Mulher

Depois do lançamento do aclamado disco A Mulher do Fim do Mundo (2015), Elza Soares divulga um novo trabalho. Em Deus é Mulher, a cantora segue uma cronologia, onde as canções trazem a perspectiva da mulher, em relação a diversos assuntos como sororidade, liberdade sexual e o cotidiano acompanhados por uma atmosfera que se apresenta mais otimista apesar das críticas. Além disso a cantora reforça sua energia feminina, e demonstra sua capacidade de se reinventar sonoramente e de ser uma voz ativa nas questões sociais e políticas.

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2º Carne Doce – Tônus

A banda goiana Carne Doce, retorna este ano depois do aclamado Princesa, (eleito o 5° melhor disco de 2016, pelo MultimodoBR), com um novo material. Em Tônus, o grupo se mostra mais maduro, trazendo arranjos mais robustos e bem construídos, com bases de baixo em evidência. Além disso, no terceiro disco, as composições acompanhadas pela voz grave incomum e vulnerável de Salma Jô, transportam a obra para uma atmosfera obscura e melancólica, abordando temas desta vez não somente femininos, de forma sensual, mas também sutil e abstrata.

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1º Baco Exu do Blues – BLVESMAN

Com um pouco mais de um ano do lançamento do álbum Esú (6º melhor disco de 2017, pelo MB), o rapper baiano Baco Exu do Blues, traz um novo trabalho que transmite totalmente a sua identidade musical. Conceitualmente preciso, BLVESMAN traz as crises e amarguras de Baco, celebrando também sua cultura e ancestralidade, trazendo diversas experimentações e ambientações em sua sonoridade. Um obra sobre resistência, o novo disco carrega todo o sentimento e a perspectiva da população negra da realidade em que vivem no Brasil.

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