O Outro Lugar de Tetê Espíndola

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Tetê Espíndola, está de volta. Depois de três anos em hiato, a cantora sul mato-grossense lança seu décimo oitavo álbum de inéditas. Outro Lugar, conta com 12 faixas, sendo que a maioria foi composta por Tetê, as outras contaram com os parceiros Arnaldo Black, seu marido, Bené Fonteles, Geraldo Espíndola, Marta Cartunda, Arrigo Barnabé, Luisa Gimenez, Phillipe Kadosh Manoel de Barros, no período de 1973 a 2013. Apesar da grande distância temporal entre elas, as canções soam muito lineares, como se tivessem sido escritas na mesma época e na mesma ordem em que elas foram apresentadas.

O disco tem início com a faixa Andorinha, canção composta por Tetê em 1985, em uma passagem da cantora por Brasília, e prepara o ouvinte o que será apresentado no decorrer da obra: um ser no anseio de se encontrar e encontrando seu lugar. O “outro lugar” que Tetê retrata no disco, não é só representado por elementos geográficos, mas também é a materialização de momentos abstratos. Como a própria artista relatou ao Lado B, “[…] é um lugar dentro da gente, dentro de cada um. Cada um tem que achar o seu lugar, de paz, aquela coisa que te satisfaz. Pode estar no caos de São Paulo ou no meio do Pantanal”.

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O álbum que também possui composições mais leves como Lamber Correnteza, escrita em parceria com Bené Fonteles, que traz acordes de violão muito sutis, traz também canções um tanto melódicas como a faixa Onda do Tempo, onde a artista usa elementos do samba para argumentar como o tempo pode ser transformador.

Em um dos momentos lúdicos do álbum, na faixa Itaverá, composta pelo irmão de Tetê, Geraldo Espíndola, o ouvinte é imerso em uma sonoridade que transmite a essência da música sertaneja, o transportando para um sentimento forasteiro. A mesma atmosfera é encontrada na música Aconchego.

As canções foram compostas em diversas cidades como São Paulo, Campo Grande e até Paris, o só reforça o conceito do álbum. Além do êxito na produção, o projeto gráfico do disco também chama a atenção. As fotos do álbum foram feitas por Patrícia Black, filha da cantora e a arte gráfica ficou por conta do designer Uibirá Barelli.

 

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Outro Lugar
3.6
Apesar da grande distância temporal entre elas, as canções soam muito lineares, como se tivessem sido escritas na mesma época e na mesma ordem em que elas foram apresentadas.

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