Maglore se reinventa em “Todas as Bandeiras”

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Maglore com nova formação desde o começo do ano, está de volta com os integrantes Teago Oliveira (vocal e guitarra), Lelo Brandão (guitarra), Lucas Oliveira (baixo) e Felipe Dieder (bateria). O quarto álbum do grupo, intitulado Todas as Bandeiras, foi produzido por Rafael Ramos e Leonardo Marques e distribuído pela Deckdisk. O projeto gráfico foi criado por Azevedo Lobo e conta também com a mixagem de Otávio Carvalho, realizada no estúdio Submarino Fantástico e a masterização de Felipe Tichauer, no Redtraxx Music, na Flórida. Com 10 faixas, o registro apresenta uma evolução sonora da banda, trazendo elementos mais populares, com fortes influências do rock psicodélico e da música popular brasileira dos anos 1970 e 1980. Além disso, o disco se mostra mais visceral e político do que seus antecessores: Veroz (2011), Vamos Pra Rua (2013) e III (2015).

O primeiro single, Aquela Força, escrito por Teago em parceria com Luiz Gabriel Lopes da banda Graveola, é o responsável por iniciar os trabalhos do novo álbum. Trazendo os elementos da música setentista brasileira, o vocalista entoa os versos “Conservar a força que faça crer que o futuro será nosso amigo”, para afirmar a proposta de otimismo da canção que é reforçada através da sonoridade energética.

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Em Todas as Bandeiras, a banda retrata os problemas da civilização atual em diferentes abordagens, mas todas em uma atmosfera solar. Na faixa-título, por exemplo, os versos “Quando nós nascemos fomos embalados/ E os mal fabricados, vamos descartar”, faz uma profunda reflexão, cercada por um certo tom de esperança. Além disso, a sonoridade “praiana” se faz presente, como na faixas Clonazepam 2mg, que tem todos os elementos para fazer parte de alguma trilha de verão e, claro, todo o potencial para se tornar um clássico do rock brasileiro. A canção Me Deixa Legal, traz também essa referência, e remete ao que a banda já produziu em álbuns anteriores.

A brasilidade de Maglore é evidente, principalmente na canção Jogue Tudo Fora, que junto com a Hoje Vou Sair, fala sobre liberdade e a necessidade de se reconectar consigo mesmo.

Mesmo em canções mais tristes como Quando Chove no Varal e eu Consegui, a banda mantém a energia da obra. Concluindo, Todas as Bandeiras, é uma obra coesa e mostra o quanto a banda está empenhada em se renovar a cada trabalho.

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Todas as Bandeiras
4.6
Com 10 faixas, o registro apresenta uma evolução sonora da banda, trazendo elementos mais populares, com fortes influências do rock psicodélico e da música popular brasileira dos anos 1970 e 1980. Além disso, o disco se mostra mais visceral e político do que seus antecessores: Veroz (2011), Vamos Pra Rua (2013) e III (2015).

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