nana conta o que está por vir em “CMG-NGM-PDE”

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Ananda Lima, conhecida por nana está de volta. Depois dos elogiados Pequenas Margaridas e Berl(im)possível, a cantora e compositora de 26 anos, que atualmente mora em Berlim, está prestas a lançar o CMG-NGM-PDE, seu novo disco. Conversamos com ela sobre suas experiências, da reconexão com o Brasil e do que está por vir com o novo álbum.

 

A primeira vez que ouvimos falar de suas canções, foi através de “Expressionismo Alemão”. De lá pra cá o que mudou sonoramente no seu trabalho?

Acho que o fator principal foi a qualidade técnica; na época de expressionismo alemão era tudo uma grande aventura, quase um hobby. Eu não entendia direito de softwares de gravação, e ia desenvolvendo meu próprio jeito de fazer as coisas, que nem sempre era muito prático, e acho que isso refletia no som também. Minhas limitações técnicas limitavam muito o resultado sonoro final. Hoje me sinto mais confiante pra realizar exatamente o que tenho em mente, e quando não sei como alcançar um determinado som, saio perguntando por aí até descobrir ou peço pra alguém mais experiente me ajudar.

 

Você sempre se preocupou com a estética visual dos seus trabalhos, apresentando capas e videoclipes lindíssimos. Pra você o quanto isto é importante na construção de um disco?

(obrigada!)
Eu acredito que todas as coisas estão interligadas. Pra mim, é fundamental fazer com as próprias mãos, eu tenho essa coisa com o papel, com criar o objeto. As capas dos discos e meu site foram feitos assim, com tesoura, fita adesiva, luz.
Às vezes dá muito trabalho, mas tenho aprendido muito fazendo. Para os clipes, saio distribuindo mais o trabalho com outras pessoas que admiro. É maravilhoso abrir mão do controle da coisa toda e deixar outras pessoas contribuírem com suas perspectivas, acrescenta muito ao trabalho. Fico feliz de poder confiar em tantos artistas excepcionais.

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Trazer elementos da música brasileira para suas canções, também é uma forma de se reconectar com o Brasil?

Com certeza. Ser imigrante te deixa totalmente sem referência. Ao mesmo tempo que você se sente afastado de sua cultura, é como se tudo ficasse mais aflorado. Até mesmo as coisas banais que não te diziam muito antes parecem lhe lembrar o tempo todo de quem você é, de onde vem. Acho que foi natural as canções saírem como saíram; era um álbum que eu precisava fazer naquele momento.

 

O novo disco chama-se “CMG-NGM-PDE”. O que o título tem a dizer sobre o álbum?

O título é um resumo de todo o conceito por trás das músicas. Quer planta mais presente que a comigo-ninguém-pode? Você anda pelo centro de qualquer grande cidade do Brasil e praticamente tem uma a cada porta. Parece banal, mas é todo um universo, uma simbologia. É uma planta venenosa, é um amuleto, é um ornamento. São várias atribuições complexas, mas que se resume a uma vida. Poderia continuar por horas, mas prefiro que cada um traga suas interpretações depois que ouvir o disco.

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Em trabalhos anteriores, você sempre compôs e produziu tudo sozinha. Este disco conta com participações de Lulina e Felipe S (Mombojó), além de Habacuque Lima e o Diogo Strausz na produção. Como foi trabalhar em parceria com esses artistas?

Foi maravilhoso! Tenho muita sorte de ter conhecido pessoas incríveis que me inspiram a trabalhar e a fazer música junto. Não tem comparação, produzir tudo sozinha é um pouco alienante pra mim. Eu sinto que produzo muito melhor em grupo, compartilhando. O Haba foi um super parceiro, tomou decisões importantíssimas no disco que eu não teria feito sozinha. Com a Lulina e o Felipe S. foi muito especial, sou fã faz muito tempo e dei meu melhor para que as músicas ficassem do jeitinho certo pra eles. A mesma coisa com a mixagem do Diogo Strausz. Às vezes nem acredito que consegui trabalhar com tantas pessoas que admiro num mesmo disco.

 

Como vai ser a divulgação do CMG-NGM-PDE daqui em diante? Já tem turnê em mente?

O lançamento é daqui a pouquinho, dia 22 de setembro; Estamos tentando fechar um pequeno lançamento aqui em Berlim, mas foi uma ideia bem espontânea, não é muito tempo pra planejar ainda. Quanto ao Brasil, por enquanto não tenha dados e locais definidos, mas estou planejando uma turnê de lançamento durante o verão. Mas todos os convites pra tocar são bem-vindos; mal posso esperar pra levar o CMG-NGM-PDE pros palcos.

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Enquanto o CMG-NGM-PDE não chega, você pode conferir os dois singles da nana em nossa playlist O Que Tem de Novo? no Spotify!

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