Xênia França estreia em carreira solo com “Xenia”

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Xênia França, cantora conhecida por integrar o supergrupo Aláfia, começou sua carreira em 2007, quando cantava na noite paulistana sambas e clássicos da MPB no extinto grupo Capadoxe. Desde então, a artista se tornou uma referência de empoderamento e comportamento feminino, principalmente para as mulheres negras. Nesta sexta-feira, lança finalmente seu primeiro álbum solo, intitulado Xênia.

Gravado nos estúdios Red Bull Station, Carbono, El Rocha e Caso Raro, em São Paulo, o álbum com 13 faixas, contou com a produção da cantora em parceria de Pipo Pigoraro e Lourenço Rebetez. Russell Elevado, ficou responsável pela mixagem e Dave Darlington pela masterização. As composições contaram com as parcerias de Tiganá Santana, Theodoro Nagô, Tibless, Verônica Ferriani, Clarice Peluso, Luisa Maita e Chico César.

Em Xenia, a cantora, traz à tona questões como a Bahia, a existência, a beleza e o poder da mulher negra. O trabalho também traz novos elementos à sonoridade de Xênia como o pop e o jazz, mesclando com ritmos percussivos. Na faixa Pra Que Me Chamas?, por exemplo, França utiliza referências da música eletrônica para retratar questões relacionadas à apropriação cultural, onde uma cultura dominante adere de elementos específicos de outra cultura.

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No novo trabalho, França reverencia a cultura negra, evidenciado na faixa Preta Yayá, onde a cantora canta “música preta, sou teu instrumento, vim pra te servir” e ao inserir a faixa Respeitem Meus Cabelos, Brancos, à obra. Além disso, o disco de estreia de Xênia França, coloca a mulher negra no centro do debate. Em faixas empoderadas como Tereza Guerreira e Breu (canção escrita depois do assassinato de Claúdia Silva), ou até mesmo na capa do disco com fotografia de Tomás Arthuzzi, e projeto gráfico de Oga Mendonça, a artista chama as mulheres para o questionar a auto-aceitação e a afirmação de sua identidade.

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Xenia - Xenia França
4.3
O disco de estreia de Xênia França, coloca a mulher negra no centro do debate. Em faixas empoderadas como Tereza Guerreira e Breu, ou até mesmo na capa do disco, a artista chama as mulheres para o questionar a auto-aceitação e a afirmação de sua identidade.

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