Elza Soares, lança o álbum “Deus é Mulher”

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Elza Soares - Deus é Mulher
4.9
Deus é Mulher, segue uma cronologia, onde as canções trazem a perspectiva da mulher, em relação a diversos assuntos como sororidade, liberdade sexual e até política. A sonoridade se apresenta mais otimista apesar das críticas. No novo disco, Elza reforça sua energia feminina, além de demonstrar a capacidade de se reinventar sonoramente e de ser uma voz ativa nas questões sociais e políticas.

Elza Soares, prestes a completar 88 anos, está mais ativa do que nunca. Depois do grande marco em sua carreira, com o lançamento do disco A Mulher do Fim do Mundo (2015), a cantora lançou na última sexta-feira (18), o seu segundo disco de inéditas. Deus é Mulher, traz novamente Guilherme Kastrup na produção, que contou com outros grandes parceiros como Douglas Germano, Romulo Fróes, Kiko Dinucci, Marcelo Cabral e Rodrigo Campos.

O novo disco permanece com o mesmo tom político e ácido que seu antecessor, mas sob outro ponto de vista. Enquanto o álbum lançado em 2015 abordava principalmente os problemas sociais do Brasil, Deus é Mulher, segue uma cronologia, onde as canções trazem a perspectiva da mulher, em relação a diversos assuntos.

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Seja citando a sororidade como na canção Língua Solta (Vamos juntas que tem muito pra fazer), ou falando de liberdade sexual em Eu Quero Comer Você (Eu quero explorar você/E nem preciso explicar), ou política na faixa O Que Se Cala (O meu país/É o meu lugar de fala), a cantora engrossa o tom para reforçar sua energia feminina. Esse conceito é firmado principalmente pelas duas faixas divulgadas como single. Banho, escrita por Tulipa Ruiz, que traz a participação também do bloco afro Ilú Obá de Min, na percussão e vozes, e Deus Há de Ser, composta por Pedro Luís, ambas reverenciando a mulher e as reconhecendo como um ser divino.

A sonoridade da obra inclusive, se distancia do samba sombrio apresentado no A Mulher do Fim do Mundo, trazendo uma fusão do rock eletrônico com elementos da música africana, apresentando uma atmosfera mais otimista apesar da acidez nas composições.

Concluindo, Deus é Mulher reafirma a importância de Elza Soares na música brasileira, trazendo ao longo das 11 faixas, a personalidade marcante da cantora. Além disso, demonstra também a capacidade de se reinventar sonoramente e de ser uma voz ativa em questões sociais e políticas.

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