Discos lançados em junho de 2018 que você deveria ouvir

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1. Ava Rocha – Trança

Com mais de uma hora de duração, o terceiro disco de Ava Rocha segue em um caráter experimental, colocando em evidência, o místico e o feminino. Além disso, a ancestralidade é outro ponto abordado na obra, tendo diversas referências indígenas, acompanhadas por uma fusão de gêneros que criam camadas e texturas, influenciados pela música psicodélica, rock e até pelo funk. Em Trança as experimentações com baixo, percussões, guitarra e sintetizadores se entrelaçam com a voz marcante da cantora, tendo como produto final, uma obra complexa e original.

Gênero: MPB, Experimental
Se você curte: Karina Buhr, Anelis Assumpção, Maria Beraldo
Melhor faixa: Joana Dark

2. Jonas Sá – PUBER

Terceiro disco do artista carioca Jonas Sá, traz em sua sonoridade o uso de elementos eletrônicos, fundidos com a música pop e o rock, pontos bem característicos dos trabalhos anteriores. Porém, a diferença em Puber, é o maior destaque dos vocais, trabalho que torna a obra mais intimista, além também de descentralizar a abordagem de suas canções. Com 13 faixas,  o músico ainda explora em suas composições o erotismo e a sensualidade, mas também dá lugar à canções que falam de relacionamentos, política e nostalgias, sempre em Poty Burcguma perspectiva juvenil.

Gênero: MPB, Psicodélico
Se você curte: Kassin, Fábio Goés, Domenico Lancellotti
Melhor faixa: Aimoré

3. Poty – Percepção

Poty Burch, músico e compositor gaúcho, estreia com o disco intitulado Percepção. Com uma sonoridade simples e sutil, porém não previsível, o disco é influenciado principalmente pelo folk-rock e da música popular brasileira, o cantor retrata em suas composições as angústias da vida, as efemeridades do cotidiano, além de imprevisibilidades e inseguranças de um indivíduo. Produzido por Guilherme CeronIan Ramil, o disco com 9 faixas, é resultado da perspectiva que Poty tem sobre o mundo, transformado em música, tornando a obra intimista.

Gênero: Folk
Se você curte: Tim Bernardes, Phillip Long, Ian Ramil
Melhor faixa: Anos-Luz

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4. Contando Bicicletas – Se Quer Aventuras

O trabalho de estreia da banda Contando Bicicletas, traz influências da música contemporânea brasileira fundidos com elementos do rock progressivo e da música psicodélica. Com 10 faixas, onde todos cantam e tocam, as composições são o grande destaque de Se Quer Aventuras, principalmente pela criatividade ao abordar temas ora excêntricos, ora pesados, com o objetivo central de criar uma atmosfera de um indivíduo em suas aventuras e na busca do auto-conhecimento, acompanhadas por uma sonoridade melancólica e lisérgica.

Gênero: Rock Alternativo
Se você curte: Baleia, La Leuca, Posada e o Clã
Melhor faixa: Atrito

5. Stela Campos – Stela Campos

Grande nome na cena da música independente brasileira, a cantora e compositora paulistana Stela Campos, traz em seu sexto e homônimo disco, o resgate da atmosfera do aclamado Dumbo, trazendo composições em inglês, acompanhadas por uma sonoridade que remete ao folk britânico. Concebido durante a turnê do álbum anterior, o trabalho com 10 faixas autorais, é totalmente pessoal e intimista, carregado por uma atmosfera nostálgica, e que por muitas vezes, expõe uma vulnerabilidade, produto da vivência e do amadurecimento da artista.

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Gênero: Folk
Se você curte: Tim Bernardes, Rosie Mankato, Phillip Long
Melhor faixa: Hate

6. Diomedes Chinaski – Comunista Rico

Abordando temas de extrema importância, como racismos, extermínio da população jovem e o capitalismo, Diomedes Chinaski cria em Comunista Rico uma narrativa para afirmar que ao contrário do que se pensa, se o sistema político idealizado por Marx no século XIX fosse implantado, todos teriam acesso aos bens do mundo moderno. Com diversas participações, a mixtape é acompanhada por uma sonoridade vasta e mais comercial, explorando o trap, flertando também com outros ritmos como o funk e a música experimental.

Gênero: Hip-Hop, Trap
Se você curte: Baco Exu do Blues, Don L, BK
Melhor faixa: Câncer

7. Música de Selvagem – Volume Único

Depois de dois anos do lançamento do disco de estreia da Música de Selvagem, a banda agora aposta em outras abordagens para o seu novo trabalho. O intitulado Volume Único, explora não somente os instrumentais, como de costume, mas dá espaço também para os vocais. Com 4 faixas, o registro ligeiramente curto, traz camadas e texturas de experimentações para fazer releituras de canções com a participação do próprio autor, é o caso de O Morto, com a participação de Tim Bernardes e Dois Blocos com a colaboração de Luiza Lian.

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Gênero: Experimental
Se você curte: Mawu, DESAMPA, Yatho
Melhor faixa: Dois Blocos

8. Torre – Rua I

Material de estreia da banda pernambucana Torre, o disco intitulado Rua I, traz camadas e texturas da música eletrônica, fundidas com o rock e o pop, para retratar o cotidiano urbano e periférico da cidade de Recife. As oito composições que compõem o trabalho, abordam os encontros e despedidas da vida e são acompanhadas por uma sonoridade que flerta com o experimentalismo, que é capaz de  oferecer uma experiência sensorial ao ambientar cada música para que o ouvinte se sinta realmente imergido no cenário proposto.

Gênero: Rock Alternativo
Se você curte: Kalouv, Bolhazul, Paes
Melhor faixa: O Rio aos Olhos Dela

9. Marcelo Perdido – Brasa

Concluindo o ciclo iniciado em 2014, onde trazia discos temáticos para cada estação, Marcelo Perdido mostra em seu quarto álbum, intitulado Brasa, uma sonoridade solar, vasta de referências e fusões de ritmos brasileiros, principalmente dos anos 80, como o axé e outros gêneros mais populares, tornando o registro excêntrico de uma maneira positiva. Além disso, o multi-artista, retrata na maioria de suas composições, a realidade de quem faz música e pretende viver dela no Brasil, abordando de forma despretensiosa e bem-humorada.

Gênero: Pop Alternativo
Se você curte: Wado, Pélico, Rafael Castro
Melhor faixa: Tesoura Sem Ponta

 

 

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