Especial: Os 7 discos essenciais de Gal Costa

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Maria da Graça Costa Penna Burgos, apelidada de Gal pelo produtor musical, Guilherme Araújo, é um dos maiores nomes da música brasileira. Considerada a principal figura feminina do movimento tropicalista, Gal Costa é dona de um dos timbres mais marcantes da nossa música, passeando por diversos gêneros, ritmos e experimentações musicais, se mostrando versátil e ousada ao longo de sua carreira. Apresentamos um especial com os 7 discos que são essenciais para entender a importância da cantora na música popular brasileira.

1. Gal Costa (1969)

 primeiro e homônimo disco de Gal Costa, foi concebido depois da participação da cantora em dois trabalhos: Domingo (com Caetano) e Tropicalia ou Panis et Circencis, álbum que marcou o tropicalismo. Gravado em 1968, mas lançado apenas no ano seguinte, por conta da prisão de Caetano Veloso e Gilberto Gil pela ditadura militar, o disco apresenta ainda influências da bossa-nova, mas mostrando um pouco da música psicodélica, sonoridade que posteriormente teria grande destaque no que seria o próximo disco.

2. Gal (1969)

Produzido por Manoel Barenbein, o segundo e quase homônimo álbum, é considerado um dos mais experimentais e psicodélicos da carreira de Gal Costa. Com arranjos crus, onde as baterias tem forte presença, além dos acordes marcantes de guitarra e composições entoadas de forma direta, é possível observar a versatilidade da cantora ao interpretar canções de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Jorge Ben, Roberto Carlos e Erasmo Carlos. As faixas que compõem a obra, tinham como referências o rock em destaque da época, como Janis Joplin e Jimi Hendrix.

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3. Fa-Tal – Gal a Todo Vapor (1971)

Com a direção do baiano Waly Salomão, a cantora estreou em 1971, o Gal Todo a Vapor, uma série de concertos no Rio de Janeiro. Com o grande sucesso de público, as apresentações foram registradas em um álbum duplo, o Fa-Tal. Gal Costa com um repertório vasto, canta de forma visceral, refletindo as dores de um período de maior perseguição política na história do Brasil, e que apesar da precariedade do registro, problema comum na época por falta de tecnologias, não sobrepõe à importância histórica da obra e à interpretação de Gal.

4. Índia (1973)

O sucessor de Fa-Tal, demonstrava um distanciamento da psicodelia e um divisor de águas na carreira da artista. Com uma leitura de ritmos regionais brasileiros e latinos-americanos, Índia, apresentava uma Gal mais complexa e sofisticada, além de dar mais evidências aos vocais, antes abafados pela sonoridade mais suja e agressiva. Com ÍndiaGal Costa se consolidou como um dos maiores nomes da música popular brasileira, se tornando muito popular na época, além de ditar tendências e ser fonte de referências até hoje da nova cena musical brasileira.

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5. Cantar (1974)

Com uma carreira consolidada, e depois de vir em uma crescente de popularidade e aclamação, esperava-se tanto da crítica quanto do público, um álbum com elementos marcantes da cantora. Um dos discos mais injustiçados da carreira de Gal Costa, Cantar foi criticado na época sendo considerado retrógado, tendo seu reconhecimento anos depois. O disco trazia uma releitura da bossa nova de forma moderna e contemporânea. Além disso, a obra apresentava uma Gal mais madura e sofisticada nas interpretações, se distanciando da rebeldia consolidada no tropicalismo.

6. Profana (1984)

Gal Costa, sempre teve a ousadia como destaque em sua carreira. Em 1984, ainda em regime militar, a cantora lançou o disco Profana, um álbum que trazia uma Gal subversiva, como o próprio título sugeria. Uma das faixas presente no LP, Vaca Profana, chegou a ser censurada por ser uma afronta à moral e aos bons costumes. Com grandes hits, como Chuva de Pratao disco entrou no gosto popular, com uma sonoridade que remete à  fusão da bossa nova com ritmos oitentistas, o disco é a representação do que definimos o que é a MPB nos dias de hoje.

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7. Recanto (2011)

Admirado por muitos, incompreendido por outros, o trigésimo disco de Gal Costa, Recanto, traz uma abordagem diferente de tudo o que se ouviu na discografia da cantora. Com composições de Caetano Veloso e produção de Moreno Veloso, o disco foi construído a partir da ideia do próprio Caetano em criar um álbum eletrônico para a cantora baiana. Carregado por uma sonoridade com base em programações eletrônicas propositalmente desconexos, Recanto transporta Gal Costa para o experimentalismo, com canções minimalistas e abstratas.

E pra você, qual o melhor disco da Gal Costa? Conta pra gente nos comentários!

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